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História do ICS

O Instituto de Comunicação Social
O desenvolvimento das zonas rurais em Moçambique constitui uma prioridade do Governo desde a sua independência nacional em 1975. Com efeito, após a independência, coube ao Ministério da Informação (MI) a tarefa organizar a informação sobre a vida política, económica, social e cultural do país, mobilizar a e educar os cidadãos para a consolidação da unidade nacional e desenvolvimento do país e defesa das conquistas revolucionárias). Foi para o alcance desses objectivos que o MI criou em 1977 o Gabinete de Comunicação Social, (GCS)) em 1977, com a vocação principal para divulgar a informação sobre o campo e promover o desenvolvimento das populações nas zonas rurais. O GCS iniciou as suas acções em Setembro de 1977, ao abrigo da Política de Informação em vigor na altura e do acordo de cooperação entre o MI e o UNICEF.
A missão e os objectivos estratégicos do GCS eram conceber, produzir e disseminar informação, educação e comunicação (IEC) e estratégias de IEC e estabelecer e desenvolver alianças, parcerias e sinergias com instituições envolvidas no processo de socialização e desenvolvimento das comunidades rurais, a partir das suas reais necessidades e preocupações.
O GCS concebeu e desenvolveu como estratégia o uso combinado de Centros de Comunicação Social, Centros de Escuta Radiofónica Colectiva, Unidades Móveis para a mobilização social nas aldeias comunais e /ou bairros comunais utilizando altifalantes, audiovisuais, cinema, jornal do povo ou parede e teatro comunitário interactivo.
Os avanços alcançados ao longo do tempo e o impacto político e social das suas acções ultrapassavam de longe o conceito e a designação embrionária.
Perante estas conclusões é criado o Instituto de Comunicação Social (ICS), através do Decreto n. 1/89, de 27 de Março. Já em 2004, houve necessidade de reajustar-se a natureza e as atribuições do ICS, devido ao impacto político, cultural e social, bem como, as mudanças e transformações do sistema socio-económico, cultural e político. Assim, foi revogado o Estatuto Orgânico do ICS aprovado pelo Decreto nº1/89, entrando em vigor o Decreto nº59/2004. Este último decreto estabelece o ICS como uma Instituição nacional dotada de autonomia administrativa, tendo como objecto principal a Comunicação para o desenvolvimento (C4D) das zonas rurais, subordinando-se ao Director do Gabinete de Informação.

Os Multimeios do Instituto de Comunicação Social
O uso combinado de vários meios de Comunicação Social, é um dos aspectos singulares deste Instituto. Aqui, destacamos os Centros de Comunicação Social, as Unidades Móveis de Mobilização Social, o programa Radiofónico Aldeia Comunal, hoje Campo e Desenvolvimento, o jornal ‘’O Campo’’, o programa televisivo Canal Zero.
Centros de Comunicação Social: Foi um sistema de comunicação usado nas aldeias comunais e bairros. Consistia em equipamento sonoro montado num estúdio ‘’rudimentar’’ e cornetas montadas numa torre. Tinha uma programação basicamente de interesse local.
Unidades Móveis de Mobilização Social: É conjunto constituído por uma viatura e equipamento áudio-visual. Pode emitir som e projectar vídeos ou cinema. Tem vantagem de penetração a qualquer ponto.
Programa Radiofónico Desenvolvimento. Na fase inicial o programa chamava-se Aldeia Comunal. As primeiras produções desse tipo de programa começaram em 1981 e tinham como característica principal o facto de serem feitos com a participação dos camponeses. Os programas baseavam-se no desenvolvimento de temas relacionados com a produção do camponês (explicação das técnicas de abordagem da terra, plantio, colheita e da conservação de sementes).
Produzido por uma das melhores equipas de radiodifusão moçambicana, programa “Campo e Desenvolvimento” foi por várias vezes premiado.

O jornal ‘’O Campo’’

Este jornal circula no país desde Julho de 1984. Com objectivo de apoiar a divulgação das experiências dos camponeses nas actividades de produção rural e da vida comunitária De uma forma expecífica e usando uma linguagem simples, directa e de fácil compreensão do seu público leitor, o jornal ” Campo ” trata assuntos relacionados com agricultura, saúde, educação, saneamento do meio e outros de grande importância para o desenvolvimento da comunidade rural.
Programa televisivo Canal Zero:
A produção e emissão deste programa teve o seu início em Julho de 1984, resultado de um programa experimental que vinha sendo produzido pelo então Gabinete de Comunicação e levado ao ar, mensalmente, na ex-TVE. Hoje, o programa “Canal Zero”, do ICS, é emitido pela TVM e tem a duração de 30 minutos semanais e versa sobre questões de carácter social, económico e cultural da vida rural e urbana do País.
Para uma rápida e melhor cobertura de nível nacional, o “Canal Zero” já conta com centros de produção instalados em quase todas delegações provinciais do ICS. O “Canal Zero” já ganhou prémios nacionais e internacionais.

Rádios e Televisões Comunitárias: Em Moçambique, as Rádios e Televisões Comunitárias, RTVCs constituem uma base sólida para o desenvolvimento, através de acções de Informação, Educação e Comunicação, IEC, sobre a paz, democracia e participação das comunidades nos programas e projectos de desenvolvimento local.
As RTVCs e do sistema multimeio do ICS têm como seu objecto a Comunicação Social para o desenvolvimento como finalidade apoiar os projectos e programas de desenvolvimento das comunidades com maior ênfase as das zonas rurais.
Embora com alguns antecedentes rumo a este caminho a inauguração da Rádio Xai-Xai em 1995 constitui o marco mais importante deste movimento.
Hoje a rede RTVCs gerida pelo ICS é vasta e mais sólida do pais. Divide-se entre estações mistas(Rádio e Televisão), Rádios Comunitárias e uma Televisão Comunitária. Actualmente, são 65 estações no total mas com projectos em curso para o seu alargamento a curto, médio e longo prazo.